terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O (Extra)Ordinário

Vamos pensar na coisa mais banal que exista, uma coisa que toda a gente tenha e use diariamente. Vamos pensar no computador. E agora vamos pensar de onde ele vem. Imaginem, para fazer o teu computador foi preciso que alguém tenha ido escavar para ir buscar as matérias-primas, essas matérias-primas foram transportadas por outra pessoa para algum lado, que foram transformados em plástico, metal todos os componentes brutos do computador. Depois esses componentes foram para outro lado, transportados por outra pessoa, para várias fábricas, onde vários componentes (placa gráfica, motherboard, leitor de cd’s…) foram montados por várias pessoas. Daí essas peças foram para outro lado qualquer para serem montadas no computador e para serem embaladas por muitas outras pessoas. Depois alguém teve que a transportar para a loja onde tu compraste o teu computador, alguém teve que o pôr na prateleira, alguém o passou na caixa quando o compraste e agora estás tu a utilizar o computador.

Esta história não é simplesmente fantástica? Não achas isto impressionante? Uma coisa que nós utilizamos todos os dias já passou por tanto e por tantas pessoas e nós nunca damos valor a isso, nunca nos lembramos disso e simplesmente o tomamos por garantido.

Uma coisa que eu acho que nós perdemos enquanto crescemos é a facilidade com que nos fascinamos, que acaba por diminuir com a idade. As crianças não precisam de muito para ficar espantadas, vêem uma borboleta e só isso é o suficiente.

Eu acho sinceramente que se nós apercebermo-nos como o ordinário é extraordinário e fazermos esse exercício todos os dias, provavelmente ficaremos tão felizes quantos as crianças ficam, quando vêem uma borboleta a voar…

Por tudo isto eu digo, fascinem-se e não tenham medo de se fascinar, porque às vezes o extra ordinário é realmente extraordinário.


Sobre este assunto aconselho que vejam The 3 A's of Awesome.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O artista do ano de 2010 - O Cantinho do Velez


A gala American Music Awards de 2010 decidiu oferecer o prémio de melhor artista do ano a um miúdo chamado Justin Bieber. Com uma lista com Katy Perry e Ke$ha ( penso que seja assim que se escreve) o vencedor do galardão foi então Justin Bieber.
A minha opinião sobre isto é bastante simples, deve ter havido um engano qualquer nos votos ou nas apreciações quer nos nomeados quer no vencedor. Porque é que John Mayer, Muse ou mesmo U2 não estão na lista de nomeados? Porque só artistas Pop, não se chama esta gala de prémios americanos de MUSICA?

Justin Bieber torna-se assim o primeiro miúdo de 16 anos a receber tal galardão. Talento? Sim não há dúvida que o tem. Imagem? Claramente o seu ponto forte, a imagem. Com aquele cabelo loiro todo espetado para a cara e aquele sorriso que atrai 2 milhões de miúdas entre os 10-15 anos torna-se de facto o melhor artista de música de 2010. Mas qual será a receita de Justin Bieber? As músicas? Não creio. Como músico vos posso dizer que esse tipo de música é quase instantânea ou como gosto de dizer “música de plástico”. Claro que pode atrair milhares de pessoas mas sejamos francos, vencer um prémio destes?

Mas o que significa isto? Simples, claramente uma aposta na imagem por parte dos artistas nas nomeações e não propriamente na musicalidade. Por isso digo mesmo que Justin Bieber ganhou o prémio de artista mais “bonito” do ano.

Para mim o grande vencedor é mesmo John Mayer que apesar de não ter publicado nenhum álbum em 2010, foram grandes os êxitos a nível internacional. Deixo por isso esta mensagem para que todos os visitantes deste blog que gostem de boa música que pensem neste assunto e deixem o seu comentário se assim o desejarem.

Manuel Alegre - PR 2011

Nota prévia: todas as opiniões apresentadas sobre todos os candidatos à Presidência da República são criadas a partir do conhecimento que é mais acessível ao cidadão comum (o site do candidato, comunicação social e etc) e não criadas a partir do estudo intensivo das características do candidato, não devendo por isso ser encaradas como factor de decisão no momento do voto mas sim como reflexão.

Manuel Alegre

Este candidato foi definitivamente a maior desilusão de todos. Não tenho muito a dizer sobre ele. Antes desta presidência gostava da atitude dele, uma atitude visionária, completamente liberta de partidos e independente. Um comentador honesto e fiável. Agora, caiu no discurso completamente radicalista do BE. A campanha dele gira em volta de falar mal do Cavaco, responder a Cavaco, comentar Cavaco. É impressionante, duvido que tenha feito um discurso em que não tenha falado sobre Cavaco Silva.

Antes de a campanha ter começado, tinha esperanças que Manuel Alegre fosse uma luz ao fim do túnel, depois de toda a escuridão com Cavaco, mas parece-me que simplesmente tornou a luz mais pequena. Tenho pena. Tal como disse, não tenho muito a dizer. Tenho a dizer que antes Cavaco Silva do que o Manuel Alegre que tem sido mostrado nas campanhas.

Para saberes mais sobre Manuel Alegre:

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Matemática

"Avé Matemática,
Cheia de teorias e definições,
Maldita sois vós entre as disciplinas, 
Benditos os alunos que adormecem nas aulas. 
Santa Matemática, 
Mãe das negativas, 
Rezai pelas nossas cábulas, 
Agora e na hora dos testes. 
Ámen."


O que é a vida sem um bocadinho de humor? 

Cavaco Silva - PR 2011

Nota prévia: todas as opiniões apresentadas sobre todos os candidatos à Presidência da República são criadas a partir do conhecimento que é mais acessível ao cidadão comum (o site do candidato, comunicação social e etc) e não criadas a partir do estudo intensivo das características do candidato, não devendo por isso ser encaradas como factor de decisão no momento do voto mas sim como reflexão.

Cavaco Silva

O candidato Cavaco Silva, na minha opinião, apesar de se uma pessoa séria, consciente e entendida em todos os assuntos, não é de longe o melhor candidato à Presidência.

Eu penso isto por variadas razões: o trabalho dele no mandato anterior na minha opinião foi completamente submisso, quase transparente. Não falava sobre nada, nunca comentava nada, nunca falava com os Portugueses, não explicava nada, resumindo, nunca se sabia o que ia na cabeça do nosso Presidente da República. O PR, tala como eu já tinha dito, é suposto ser um líder, em todos os sentidos da palavra. Penso que Cavaco Silva não o é, nem tem carácter para o ser. Outro dos motivos é a falta de transparência quanto ao caso BPN. Um Presidente da República deve, num caso como o dele, deve explicar o que realmente se passou com toda a transparência possível. Não deve referir-se a documentos que estão aqui ou acolá como aconteceu no debate com Manuel Alegre. Por fim, Cavaco Silva, durante toda a campanha foi atacado constantemente por todos os candidatos mas conseguindo manter sempre a calma. Isto para mim não é uma qualidade, isto é o que se chama jogo político. Ao não responder faz parecer que é um coitadinho e que o estão sempre a atacar, desviando a atenção do porque dos ataques, tornando-o quase como um santo que nunca fez nada e que é inocente.

Os pontos positivos que eu vejo neste candidato são os seus saberes tanto em economia como a experiencia que tem de ter sido Primeiro-ministro. Estes são os pontos fortes penso eu.

Este provavelmente será o vencedor das eleições, mas com muita pena minha. Eu penso que é preciso uma pessoa nova, fresca e não os mesmos dinossauros que nos levaram ao ponto que estamos. Mas tal como vários candidatos já apontaram, na democracia não há vencedores antecipados, portanto parece que vamos ter de esperar até dia 23 de Janeiro para ver.

Para saberes mais sobre Cavaco Silva:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fernando Nobre - PR 2011

Nota prévia: todas as opiniões apresentadas sobre todos os candidatos à Presidência da República são criadas a partir do conhecimento que é mais acessível ao cidadão comum (o site do candidato, comunicação social e etc) e não criadas a partir do estudo intensivo das características do candidato, não devendo por isso ser encaradas como factor de decisão no momento do voto mas sim como reflexão.

Fernando Nobre


A opinião que eu tenho deste candidato é maioritariamente positiva. Um factor que eu acho que tanto possa ser de desvantagem como de vantagem é a falta de experiência política do candidato. Não tem nenhuma filiação partidária, nenhuma ligação a qualquer órgão da democracia nem nunca se aproximou deles, até agora. Esta característica pode tanto ser boa como má porque acaba por ser um candidato novo, fresco, com ideias novas e uma perspectiva diferente dos outros. Pode também se uma coisa má porque todos os outros já sabem como tudo funciona, sabem com quem tem de falar quando precisam de algo, mas como é óbvio, tem uma perspectiva muito pouco ampla da coisa, por isso às vezes até lhes chamam os “dinossauros”.

Como podem ou não saber, Fernando Nobre é médico. Foi administrador dos Médicos Sem Fronteiras e foi o fundador da AMI. Penso que o candidato dedicou a sua vida a fazer algo nobre e que isso faz com que tenho uma faceta que os outros candidatos não têm. Tem a faceta mais solidária, mais compreensiva e mais aberta sobre quais são os reais problemas das pessoas devido á sua experiência. Penso que este ponto seja fundamental. Com uma certa ligação a este tópico, está a crítica que alguns candidatos fizeram a Fernando Nobre por ele vangloriar-se da sua carreira solidária e humanista, tentando tornar isso quase como uma vantagem. Eu acho que apesar de Fernando Nobre falar sobre a sua carreira, apenas o faz com o intuito de a comparar com a dos outros candidatos. Eu não saberia que tinha sido administrador dos Médicos Sem Fronteiras se não tivesse ido procurar.

Um dos outros pontos fortes deste candidato é o seu programa eleitoral. Penso que deve ser um dos mais inovadores e prevê coisas como a criação de um conselho de estado informal para aconselhar o Presidente, em que só era possível entrar cidadãos com menos de 35 anos e a diminuição do número de deputados devido á ineficácia da assembleia e para fazer com que as pessoas conheçam melhor os seus representantes. Estas são ideias importante e que eu penso que podem, tal como no slogan da campanha, “recomeçar Portugal”.

O ponto mais fraco de todas as suas características penso que seja a sua capacidade mais reduzida de cativar as pessoas com a sua voz e o seu discurso, coisa que em outros candidatos é extremamente superior.

Para saberes mais sobre Fernando Nobre:

"Fantástico Sr. Fox" - O Cantinho do Velez


Classificação: 8/10

O filme “Fantastic Mr.Fox" ( Fantástico Sr.Fox ) é uma animação feita em stop-motion dirigida por Wes Anderson. A primeira reacção assim que começa o filme é de facto como está feito este tipo de animação. Stop-motion, para quem não sabe, é uma técnica de animação que envolve bonecos e também claro paciência pois o animador tem que movimentá-los 24 vezes por segundo. A história baseia-se no livro homónimo escrito por Ronald Dhal (autor de Charlie e a Fábrica de Chocolate). Este filme surpreende também pela “dream team” de actores de Hollywood que colaboram neste filme sendo de destacar George Clooney, Maryl Streep, Jason Schwartsman e Bill Murray.


Mas, não se deixem enganar, apesar parecer um simples filme infantil com uma moral no final, Fantástico Mr.Fox torna-se mais num filme para adultos que pode ser visto por crianças em vez de um filme para crianças que pode ser visto por adultos.

Pois bem, vendo todas estas características, temos todos os ingredientes para uma excelente animação.
Assim surge Sr. Raposo (George Clooney) e Sra. Raposo (Meryl Streep), que abdicam da sua vida de ladrões de galinhas quando Sra. Raposo diz que está grávida. O motivo? Construir uma família com empregos honestos e uma vida sociável. Foi assim que Sr. Raposo arranjou emprego como colunista de jornal. Mas será este um adeus às aventuras de Sr. Raposo?
Sr. e Sra. Raposo posteriormente mudam de uma simples e humilde toca para uma árvore, onde passou a ser o seu lar. Mas a compra desta casa tinha um simples conveniente, estava situada em frente à casa de três agricultores locais que eram conhecidos pelos seus métodos ultra fortes de segurança.

A partir daqui o filme assume um ritmo frenético de perseguições, apesar do stop-motion, onde é por demais evidente, todo o processo de construção de personagens cheias de imperfeições e problemáticas, características de Wes Anderson.
É então assim que Sr. Raposo transforma-se num autêntico Danny Ocean numa tentativa de assaltar as três quintas dos agricultores.

Apesar de ter algumas falhas que são normais nos filmes stop-motion este filme conseguiu surpreender-me na positiva e por isso merece uma” postagem” neste blog. Na minha opinião a história deste filme pode conseguir surpreender pela simplicidade com que nos é dada.

No final, ficamos com a clara sensação de que o realismo tridimensional acaba por ser, na sociedade actual, demasiado valorizado retirando uma certa capacidade/responsabilidade de imaginação no espectador, na hora de ver o filme. A mesma capacidade que Wes Anderson soube cultivar num filme inteligente, que nos faz viajar sem termos de recorrer a qualquer tipo de óculos especiais, e que faz de «The Fantastic Mr. Fox» um autêntico gourmet dentro do seu género e, porque não admiti-lo, no cinema em geral.


Classificação: 8/10


Link IMBD: http://www.imdb.com/title/tt0432283/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Presidência da República 2011

Durante este mês a notícia que tem estado assim mais na ribalta é, como era de esperar, a corrida à Presidência da República. Apesar de muitos acharem que é um cargo com o poder da Rainha de Inglaterra, penso que isso não é a verdade. Eu vejo o Presidente da República como a autoridade máxima de poder e que é principalmente e deve ser, uma figura política e socialmente influente. Deve ser quem guarda a porta, deve servir de bússola moral e deve ouvir o que os cidadãos querem e transmiti-lo ao poder político. Na Constituição da República Portuguesa o PR representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas.

Por tudo o que já disse penso que seja de extrema importância que todos os cidadãos votem em consciência. Mas que principalmente, votem! Esta é a principal mensagem que eu vos quero transmitir. Aos que podem votar, votem no próximo dia 23 de Janeiro, os que ainda não podem, convençam os vossos pais a levantar o rabo do sofá e ir fazer um x numa folha de papel. O acto de votar parece quase insignificante, mas é a fundação da nossa democracia portanto peço que exerçam o vosso direito e dever cívico.

Para continuar sobre este tema das presidenciais, vou durante os próximos dias publicar algumas opiniões sobre os diferentes candidatos. 



P.S.: Estejam atentos nos próximos dias que vamos ter algumas novidades.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Nova?

Yay! O primeiro post oficial de 2011, sei que todos os meus fãs estavam ansiosamente à espera (este gajo tem um bocado a mania) Do que vou-vos falar um bocadinho vai ser sobre a nossa estranha tradição do Ano Novo.

Nunca pensaram nisto? Vamos fazer uma experiência, imaginem que um extraterrestre vinha ao planeta Terra investigar sobre a nossa cultura, costumes, etc. Pois então, aprendia tudo sobre o Natal, a Páscoa, o Dia do Pai, da Mãe, do Periquito e de Todos os Santos. Agora imaginemo-nos da pele do extraterrestre a pensar sobre o Ano Novo. "Estes humanos são doidos! Só porque a Terra deu uma volta completa ao Sol fazem uma festa gigante, que é praticamente universal e em que está provado que a felicidade geral da população aumenta. Quer dizer, estes humanos não me parecem ser muito inteligentes. Fazem uma festa de arromba só porque a Terra deu uma volta ao Sol, realmente! E pior, quando tocam as 12 badalados é suposto comer uma passa/uva/pinhão (já vi de tudo), uma para cada mês do ano, é suposto vestir uma cueca azul, entrar com o pé direito, estar em cima de uma cadeira na passagem de ano e muitas mais tradições a que todos ele se sujeitam todos os anos. E agora o mais esquisito de tudo é que quando o Ano Velho vai-se embora e o Ano Novo entra (é bom deixar uma janela aberta) eles bebem champanhe e dão um beijo a cada um como se estivessem a ver pela primeira vez e dizem Bom Ano! Sempre que vêem alguém que não viram o ano passado." Não acham isto extremamente estranho? Eu acho.

Pois deparado com esta estranheza decidi pensar sobre o porquê destas tradições. Eu acho que o Ano Novo é principalmente sobre novas oportunidades. Nós fazemos esta festa toda porque passado um ano, temos outra oportunidade para fazer tudo aquilo que fizemos mal no ano anterior. Corrigir as desavenças, fazer o que não fizemos.

Depois desta explicação espero que o extraterrestre fique a perceber melhor o porquê desta festa toda. Pode ser que até a leve para o seu país natal.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Olha, até para o ano!

Bem, agora vou fazer interromper a minha actividade no blog. Até dia 3 de Janeiro não vou pôr nada de novo portanto escusam de cá vir.

Para me despedir só tenho uma coisa a dizer, Bom Natal e Bom Ano Novo!

Até já!

domingo, 19 de dezembro de 2010

A crise "deles"

“You want the truth? You can’t handle the truth!” (Queres a verdade? Tu não aguentas a verdade!) Esta frase resume aquilo que eu vos vou falar aqui.
Nos cartazes do PCP e do BE podemos ver várias frases do tipo “Eles é que vivem acima das nossas possibilidades!”, “O povo é que paga!”, etc. Pois então vamos pensar um pouco, quem são eles? Supostamente são os políticos que estão a mandar. Mas agora temos um problema, para já tanto o BE como o PCP estão a mandar, apesar de terem menos poder que os outros, logo pelo que eles dizem, eles próprios também vivem acima das nossas possibilidades. O outro problema é que quem manda realmente é o povo e nas votações o povo é que escolhe quem quer para “viver acima das nossas possibilidades”.
O meu problema com este tipo de slogans do PCP e do BE é que a crise não é deles e quem paga não somos nós, a crise é NOSSA e quem paga somos nós e eles. É muito fácil culpar os que estão no poder, é muito fácil dizer que somos uns coitadinhos e que quem paga são sempre os mesmos. O que é difícil e o que é a verdade inconveniente é que a culpa desta crise é nossa, tanto do povo como dos políticos. Cada um de nós teve a sua quota-parte para chegar ao sítio onde estamos. É difícil pensar assim não é? É muito mais fácil lavar as mãos do assunto. Mas antes de pararem de ler deixem-me explicar.
A culpa é nossa pois fomos nós que os metemos no poder. A culpa é nossa porque quando nos baixavam os impostos não pensamos sequer que consequência é que poderia ter no futuro. A culpa é nossa porque enquanto construíam auto-estradas a torto e a direito ninguém se preocupou com o futuro. A culpa é nossa pois quando nos faziam promessas impossíveis nas eleições nós acreditávamos que eram possíveis, mas depois vamos crucificá-los por querer cumpri-las. Por isso tudo a culpa é nossa e nós é que vivemos acima das nossas possibilidades. Não tentem negar porque eu sei que é difícil admitir, é mais fácil dizer que a culpa é dos agiotas ou então dos malvados mercados. Agora se a culpa é nossa, é mais que óbvio que nós temos que pagar por isso.
Esta é a verdade feia e avassaladora que ninguém quer admitir. Vou esperar que consigas lidar com ela.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

É Natal!

Sempre que chego a esta altura do ano, há uma sensação especial que me envolve. Venham-me dizer que é consumismo, que é uma perda de tempo, que é uma estupidez, mas uma coisa é certa, o Natal tornou-se uma instituição social com um peso enorme na vida das pessoas. Ficamos todos mais contentes, apesar do frio que costuma estar. Vemos que as pessoas dão mais nesta altura do ano.
Para mim o Natal é estar com a minha família e divertir-me como me costumava divertir. Lembro-me quando era mais pequeno, o que eu queria não era os presentes, eu ficava mais entusiasmado era mesmo por ver as pessoas a chegar, família que às vezes só vemos de vez em quando, ali toda reunida, a falar e a partilhar. Infelizmente a minha família já não é como era, alguns divorciaram-se, outros já cá não estão. Agora para mim o Natal já não é tão bom como era, perdeu o seu brilho. Não sei se será de ter crescido e agora perceber que não são só contos de fadas ou se será mesmo culpa da família. Agora quero relamente as prendas, o que é sempre bastante agradável.
O Natal é um festa e por isso celebrem-na, com amigos família como quiserem! Espero que tenham um Natal fantástico e muito obrigado por lerem.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Falhar

Quando se falha a fazer alguma coisa, a sensação nunca é das melhores. Uma coisa é mais que certa, quando se falha, a reacção do falhado depende de pessoa para pessoa, há quem chore baba e ranho, há quem entre em depressão, há quem fique com mais motivação e continua a tentar, há quem quer ficar sozinho, há quem desiste por completo, há quem faça isto tudo e muito mais. Quando eu falo em falhar, tanto pode ser falhar um lançamento ao cesto no basquetebol, falhar porque se tem uma nota menos boa, falhar porque não conseguimos fazer o que queríamos, falhar quando não conseguimos que alguém goste de nós.
As pessoas não estão feitas para falhar, nós temos que ser perfeitos, nunca podemos falhar. Hoje em dia, o falhanço é perder tudo, pois à velocidade com que as coisas se passam, ou se cai e se volta a levantar muito rapidamente ou então estamos acabados. Tal como um colega meu disse: “Se a vida é uma grandeza vectorial, então falhar está na variação oposta de sentido” e tem toda a razão. Eu acho que nós não somos perfeitos. Até a nossa próprio biologia e a própria física e química nos dizem isso, a imperfeição é que fez com que evoluíssemos de macacos para humanos e fez com que o universo surgisse. Pois parece-me a mim que a única constante a vida será mesmo o falhanço, a imperfeição.
O que eu penso que distingue os bons dos maus é a capacidade que existe para cair e voltar a levantar. Isso é que nos distingue. Pense em que lado ficará.
PS: No próximo post vou falar sobre o natal para acordar o espírito natalício. Fiquem à espera…

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dinamizar Jovem

Um blogue de um colega meu em que vai expor ideias para modificar o sistema educativo português para melhor. Vai também um link de uma petição online, se concordarem assinem.
Por uma educação melhor!